2026 será um ano marcado por eventos que influenciam a todos os brasileiros, sob os pontos de vista emocional, econômico e social. Destacam-se a Copa do Mundo de futebol e as eleições – que sem dúvida serão os eventos de maior efeito de agregação e participação social – sem levar em conta as festas de Carnaval.
O desafio que está colocado nesse cenário é se ele poderá funcionar como elemento propulsor da Infraestrutura ou se, ao contrário, poderá criar obstáculos ao seu desenvolvimento.
Interromper o ciclo virtuoso que o Brasil vem apresentando na sua Infraestrutura seria condenar o país ao retrocesso que marcou sua trajetória durante décadas na Infraestrutura Social e Logística.
No ano de 2025, tivemos 75 leilões de concessões, 98 ativos e nada menos do que R$ 243,8 bilhões contratados – sendo R$ 183,1 bilhões em CAPEX e R$ 60,7 bilhões em OPEX. Só em rodovias, um recorde de R$ 106,6 bilhões e 8,5 mil quilômetros.
Na Prefeitura de São Paulo, com um orçamento de R$ 137,4 bilhões para 2026, a previsão é de R$ 17 bilhões de investimentos (mais R$ 26,5 bilhões para Educação e R$ 25 bilhões para Saúde).
No Governo do Estado de São Paulo, com um orçamento de R$ 382,3 bilhões, estão previstos R$ 30,9 bilhões entre investimentos e inversões financeiras (sendo R$ 6,8 bilhões para obras e instalações e R$ 7,05 bilhões de aportes para PPPs).
No plano regional, a APEOP chama a atenção para alguns pontos importantes que devem ser considerados para garantir um 2026 positivo para nossa Infraestrutura:
- Equilíbrio entre Concessões/PPPs e Obras Públicas, pois nem todo ativo tem viabilidade para transferência exclusiva ao setor privado.
- Modulação dos projetos de forma a garantir maior participação de empresas.
- Segurança Jurídica e respeito aos contratos (condenando, por exemplo, a mudança de Índices de Reajustes em contratos em andamento).
- Respeito à dedução de materiais da base de cálculo do ISS nas prefeituras.
- Não aplicação do Pregão (ou Modo Aberto) como critério licitatório, bloqueando a homologação de propostas sabidamente inexequíveis.
- Garantia de manutenção do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, em função de efeitos da Reforma Tributária e do Imposto de Renda.
Podemos sim passar pelo Carnaval, pela Copa do Mundo e pelas eleições, com a certeza de que São Paulo – e o Brasil – continuarão na trilha do desenvolvimento sustentável.





